O dia começou cedo. As bandeirinhas já estavam hasteadas. A cal espalhada pela pista de atletismo indicava que as provas estavam para começar. Com o koinobori no alto, não havia dúvidas: era dia de Undokai do Colégio Harmonia. Dia de celebração, de trabalho em equipe, de brincadeiras, de gincanas. Tudo “à moda antiga”, no terrão, como deve ser.
A Associação Cultural de Mizuho foi palco da 32ª edição do Undokai, a tradicional celebração da Cultura Japonesa promovida pelo Colégio. O evento, que vai muito além de uma simples gincana esportiva, transformou o espaço em um cenário de cores vivas. Entre bandeiras e gritos de incentivo, o festival reforçou seu papel como um dos pilares da preservação cultural e do fortalecimento de laços comunitários.
Na abertura oficial, o Diretor do Colégio Harmonia, Edilson Bertucci, agradeceu o esforço e colaboração das equipes para a realização do evento, lembrando, também, da contribuição e incentivo do poder público e da Associação Harmonia de Educação e Cultura. “O Undokai nos dá a oportunidade de exercermos e praticarmos os valores do Colégio Harmonia, como o respeito, a ética, a honestidade”, destacou.
A celebração teve início com a execução solene dos hinos do Brasil, do Japão e de São Bernardo do Campo, unindo as raízes e a comunidade antes das competições. No “terrão”, como manda a tradição, o dia ganhou ritmo com a energia das Cheerleaders e a força do Taiko, seguido pela Rádio Taissô, que colocou todos em sintonia para o que viria a seguir.
As gincanas começaram com a corrida de três pés em duplas, brincadeira que é garantia de boas risadas e trabalho em grupo. Em seguida, foi a vez das corridas de velocidade tradicionais e da corrida do Daruma, em que os participantes tiveram que equilibrar o amuleto tradicional da cultura japonesa.
O Tama Irê, a prova da “chuva de bolinhas coloridas”, testou a pontaria de cada equipe, seguida pelo desafio do Daruma humano, que exigiu equilíbrio e estratégia para manter a estrutura de pé. No cabo de guerra, a força se misturou ao grito das torcidas, trazendo o trabalho em equipe ao limite. Logo depois, a destreza entrou em jogo com o Tamancobol e a paciência necessária para a Bolinha na canoa, em que qualquer movimento em falso fazia a diferença.
A adrenalina subiu com o revezamento, com os nossos atletas cortando o vento na pista de atletismo. Para encerrar o evento, a comunidade se uniu em um grande círculo para as danças tradicionais (Tankô Bushi) e praticou o Katakuze, conceito japonês que significa arrumar, organizar e limpar, fechando o ciclo com a harmonia de quem celebra a vida e a herança cultural na simplicidade da terra batida.
As barracas, lotadas de famílias, foram um espetáculo à parte. Entre uma prova e outra, o entusiasmo dos pais era palpável, evidenciando que o Undokai é uma celebração geracional. O sucesso da edição deste ano planta a semente para o próximo ciclo, garantindo que a disciplina, a resiliência e a alegria continuem sendo as grandes vencedoras.
Voltando às raízes
Famílias e participantes destacaram a escolha do lugar como uma “volta às raízes” do Undokai, que, tradicionalmente, tem o campo de terra como característica principal.
A Daniela, mãe do Henrique e do Davi, já até perdeu as contas de quantos Undokais ela participou. De todos que ela e sua família participaram, o 32º vai ter lugar especial na memória. “Achei o lugar o máximo, muito espaçoso. Tem lugar para quem gosta de ficar no canto, no meio do mato, nas cadeirinhas… foi muito gostoso e divertido!”.
A Cris, mãe da Letícia, gostou do espaço por ser aberto e amplo. “O chão de terra é o que as crianças gostam. O Colégio Harmonia está de parabéns! A cada ano, a escola busca melhorar o evento, que é muito bom para a família”, disse. A Letícia completou: “amei brincar na terra, consegui aproveitar muito!”.
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