Ao longo de 2025, os estudantes dos 1°s anos viveram um processo de alfabetização que ultrapassou o mágico ato de aprender a ler e escrever. Em sala de aula, cada atividade foi pensada para desenvolver repertório, autonomia e consciência social, conectando os anos iniciais da vida escolar às diretrizes dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da UNESCO. Assim, a aprendizagem da língua tornou-se, também, um exercício de olhar para o mundo, compreendê-lo e transformá-lo.
Partindo de um olhar atento e sensível das professoras, foram disponibilizados materiais diversos para que as crianças pudessem explorá-los de forma criativa em seus momentos livres. Observamos que elas dobravam as folhas ao meio, grampeavam, organizavam páginas e construíam suas narrativas à sua maneira, explorando diferentes formas de contar histórias.
Esse momento de brincar, reconhecido pelas professoras como um espaço potente de aprendizagem, possibilitou conduzir as crianças na ampliação de saberes relacionados à estrutura narrativa, à escolha e ampliação do vocabulário, à organização das ideias no texto, além de incentivar pesquisas sobre temas de interesse que despertaram reflexão, curiosidade e o desenvolvimento do pensamento crítico.
“O projeto ‘Pequena voz, grande mundo’ nasceu da escuta das professoras e da coordenação, além da necessidade de as crianças entenderem a função da escrita. O 1° ano do EFAI é muito marcado pelo processo de alfabetização, mas, aqui, no Colégio Harmonia, prezamos por dar significado, para que tudo faça sentido e envolva a criança no processo de aprendizagem”, explicou a Coordenadora do Ensino Infantil, Yohana Tibúrcio Bispo.
Para orientar esse processo criativo, cada turma adotou um tema inspirado nos ODS.
O 1°A mergulhou no universo da preservação ambiental, desenvolvendo a proposta ‘Extinção aqui, não!’, que motivou as crianças a escrever sobre cuidados com o planeta e sobre a urgência de proteger os animais ameaçados. Nesse percurso, a alfabetização ganhou cores da natureza e o compromisso com o futuro.
Já o 1°B caminhou por um território mais íntimo: o dos sentimentos. Ao escolher o tema ‘Medos’, a turma transformou sensações muitas vezes silenciosas em narrativas. Os alunos encontraram na escrita uma forma de nomear e compreender o que sentem, compartilhando histórias que falam tanto de coragem quanto de acolhimento.
No 1°C, o trabalho partiu do tema ‘Respeitar as diferenças’, provocando a turma a observar a diversidade presente em casa, na escola e em todos os ambientes de convivência. As histórias criadas revelaram percepções cuidadosas sobre empatia, inclusão e convivência, reafirmando que a alfabetização também constrói laços sociais.
E foi justamente dessa trilha de aprendizagem, sensibilidade e autoria que nasceu um dos momentos mais marcantes do ano: a Noite de Autógrafos, realizada em dezembro, no auditório do Colégio Harmonia. Pela primeira vez, os pequenos autores puderam apresentar suas obras, assiná-las e compartilhá-las com pais e familiares. Entre sorrisos, fotos e páginas recheadas de imaginação, o evento se tornou a celebração perfeita de um processo que uniu esforço, criatividade e muito afeto.
Ao final, cada estudante saiu com um livro nas mãos e com a certeza de que sua voz tem valor. Os 1°s anos concluíram o ciclo de alfabetização com algo que vai além da técnica: a percepção de que aprender é também reconhecer seu papel no mundo e contribuir para transformá-lo de forma responsável.
Assim, o trabalho conjunto das turmas, alinhado às diretrizes da UNESCO, reafirmou a missão do Colégio Harmonia de formar leitores, autores e cidadãos conscientes desde os primeiros passos da vida escolar. “Celebramos esse percurso de alfabetização entendendo-o como leitura, escrita e função social, em que nossos alunos entenderam que têm voz e uma forma de comunicar essa voz para o mundo”, completou Yohana.