A literatura tem o poder de transportar o leitor para realidades distantes. No Colégio Harmonia, essa viagem ganha contornos de formação integral. Os alunos dos 6ºs anos mergulharam, recentemente, na leitura de “O Diário de Anne Frank”, uma obra que é um documento histórico e um relato de profunda humanidade ao mesmo tempo.
O projeto, desenvolvido nas aulas de Redação e Interpretação de Texto (RIPT), nasceu da busca por resgatar o prazer da leitura em tempos de hiperconectividade. Segundo a professora de Língua Portuguesa Fátima Eliana Pozzi, responsável pelo projeto, a proposta visava “trazer para os alunos o hábito de ler e de conhecer histórias” que ecoam além das páginas dos livros escolares.
A escolha da obra não foi por acaso. O projeto demonstra a intencionalidade pedagógica da instituição ao alinhar o conteúdo curricular (o gênero textual “relato pessoal”) com uma narrativa real e emocionante. Assim, a teoria gramatical ganhou vida e propósito por meio das experiências escritas pela jovem Anne.
Para materializar o aprendizado, a atividade transcendeu as páginas do caderno e ganhou formas tridimensionais e cronológicas. Os alunos fizeram uma visita virtual pelo anexo secreto através do site https://www.annefrank.org/en/ e puderam conhecer com detalhes o lugar onde a menina e sua família ficaram escondidos. A partir da experiência, eles construíram uma linha do tempo da vida de Anne que foi exposta nos paineis do Colégio.
A professora destaca que a leitura serviu como base sólida para a prática escrita: “Consegui fazer com que eles entendessem melhor as características do gênero. E, assim, eles puderam, também, escrever outros textos”. A teoria foi aplicada na prática, refletindo o compromisso do Colégio com a excelência acadêmica. “Acho que o objetivo, que era o de espalhar o amor pela leitura, foi alcançado”, completa.
A experiência foi ampliada com uma visita ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), onde os alunos exerceram o papel de narradores de suas próprias vivências. Em um exercício de sensibilidade, escreveram páginas de diário relatando o passeio, unindo o aprendizado em sala à vivência cultural no maior museu de arte da capital.
“Conseguimos relacionar as disciplinas tanto de gramática como de RIPT dentro de uma história que envolveu os alunos”, afirma a docente. Esse entrosamento entre diferentes áreas do saber reforça como o Colégio Harmonia prepara seus estudantes para interpretar o mundo de forma crítica e empática.
O projeto prova que a educação de qualidade não se limita a transmitir dados, mas a criar conexões emocionais e históricas. Ao transformar temas densos como direitos humanos em uma jornada de descoberta, a escola ajuda o aluno a enxergar o mundo com outros olhos. É a prova de que aprender sobre o ontem é o caminho mais bonito para formar quem fará a diferença amanhã.
Ao final da jornada, os alunos do 6º ano dominaram um gênero literário e redescobriram o prazer de se reconhecerem como leitores. Através do olhar sensível de Anne Frank e da intencionalidade pedagógica do Colégio Harmonia, eles aprenderam que a verdadeira educação é aquela que ensina a ler as páginas de um livro para, então, compreender as nuances do tempo em que vivemos.