Entre debates diplomáticos, negociações estratégicas e discussões sobre os principais desafios globais da atualidade, o Colégio Harmonia se prepara para realizar a 4ª edição do Modelo Harmonia de Simulação da ONU, evento que já se tornou uma das experiências acadêmicas mais marcantes do Ensino Médio da instituição.
Entre os dias 28 e 30 de maio, auditório e salas do Colégio deram espaço a uma atmosfera que remete às grandes assembleias internacionais. Durante três dias, os estudantes assumiram o papel de representantes diplomáticos de diferentes países e organizações, participando de comitês inspirados na dinâmica oficial da Organização das Nações Unidas.
A simulação, além de uma atividade escolar, propõe uma verdadeira imersão no universo das relações internacionais, convidando os alunos a refletirem, argumentarem e negociarem soluções diante de temas complexos e atuais. A atual edição do Modelo Harmonia bateu recordes com 30 convidados entre ex-alunos do Colégio e alunos de outras instituições de ensino.
Neste ano, o debate foi conduzido a partir do tema “A Crise da Cooperação Multilateral e os Caminhos para uma Ordem Internacional Renovada”, discussão que dialoga diretamente com os desafios políticos, econômicos, sociais e ambientais enfrentados pelo mundo contemporâneo.
“O que nós buscamos aqui [no Colégio], sempre, é que vocês ajudem a construir um mundo mais justo, com menos desigualdades”, discursou o Diretor do Colégio, Edilson Bertucci, na abertura do modelo.
A grandiosidade do projeto também se revela na autonomia dada aos próprios estudantes, que participam ativamente da construção do evento. Segundo o professor de História do Ensino Médio, Marcus Toledo, o idealizador do projeto na escola, a proposta vai muito além da teoria estudada em sala de aula.
“A simulação da ONU é um projeto acadêmico extracurricular muito interessante porque permite o desenvolvimento de uma série de habilidades específicas. Os alunos organizam um evento de três dias com ampla autonomia para ter ideias, coordenar as atividades, criar propostas de temas de debate e, a partir disso, realizarem debates sobre temas complexos de relevância internacional”, destaca.
Ao longo da programação, os estudantes são desafiados a desenvolver competências essenciais para a formação acadêmica e humana, como oratória, liderança, pensamento crítico, resolução de conflitos, negociação, pesquisa e trabalho em equipe. Em um cenário que exige posicionamento, escuta e capacidade analítica, cada debate se transforma em uma oportunidade de amadurecimento intelectual e desenvolvimento pessoal.
Foram montados quatro comitês que discutiram temas globais. O DISEC debateu a questão nuclear e o escalonamento bélico no Oriente Médio, enquanto a OMS buscou soluções para a desigualdade no acesso a vacinas e medicamentos em nações emergentes.
Já o CSNU simulou uma crise de segurança internacional focada na “Operação Resolução Absoluta” para a captura de Nicolás Maduro na Venezuela. Por fim, o Teatro de Operações (T.O) desafiou os alunos a articularem a estratégia militar da histórica Batalha de Stalingrado.
“Nos comitês, são desenvolvidos temas que podem ser cobrados em vestibulares; a oratória, também, é muito treinada; escrever documentos é algo que os delegados fazem que ajuda muito em vários aspectos para o aluno, contribuindo para uma formação integral, como é a proposta do nosso Colégio”, explica a aluna do 3º do Ensino Médio Daniela Furtado, que foi Secretária-geral nesta edição.
Para Toledo, um dos grandes diferenciais da experiência está justamente na profundidade dos temas trabalhados e no ambiente de integração criado entre os participantes.
“A proposta abre a oportunidade para que os alunos e alunas tenham contato com temas extremamente complexos, ligados a áreas como Economia, Direito Internacional, Relações Internacionais, temas ambientais, operações militares, Direitos Humanos e muitos outros, além de estimular a oratória, a resolução de conflitos, a autonomia acadêmica, tudo em um ambiente descontraído e que estimula a integração entre estudantes de diferentes segmentos e escolas.”
A avaliação dos participantes acontece ao longo de todo o evento e leva em consideração critérios como argumentação, postura diplomática, organização, domínio dos temas debatidos, participação ativa e capacidade de negociação. A nota obtida pelos estudantes será atribuída ao campo AV4 das disciplinas de História, Geografia, Filosofia e Sociologia no segundo trimestre de 2026.
Consolidado como um dos projetos institucionais mais relevantes do Colégio Harmonia, o Modelo Harmonia da Simulação da ONU reafirma o compromisso da escola com uma educação que ultrapassa os limites do conteúdo tradicional e prepara os alunos para compreender, dialogar e atuar de forma consciente diante das transformações do mundo contemporâneo.